terça-feira, 5 de maio de 2009

e essa agora...

E meu gato que agora decidiu que só dorme (ou melhor, me deixa dormir, já que o safado dorme o dia inteiro) ao som de Los Hermanos. É. Não me pergunte o porquê. Entra naqueles mistérios que eu nunca vou entender. Enfim, todo dia pra dormir é um custo. Ele quer brincar, eu quero dormir, ele quer brincar comigo, eu quero dormir. Aí, uns dias atrás, eu botei meu cdzinho de mp3, com a discografia completa dos caras. Selecionei a primeira do bloco (Todo Carnaval Tem Seu Fim), e deitei. Não sei em qual momento peguei no sono, só sei que acordei 3 albuns depois, no começo de uma música da Alanis (que vem a ser a sequência do momento Hermanístico). Alanis cantando e feLino chorando. Desliguei o som e ele chorava mais. Liguei o som, coloquei Los de novo, Lino encostou na caixinha de som e dormiu. No dia seguinte, pensei armar o mesmo esquema. Selecionei meu cd com umas músicas do Tom Petty, nada. Chris Isaack, nada. Fiona Apple, nada. Black Crowes, nada. Coltrane, nada. Maiden, nada. Nina Simone, nada. (vejam que a variedade foi grande) Aí eu não aguentei, peguei o Ventura, botei no repeat e acordei só com o despertador no dia seguinte. Enquanto me arrumava ao som de Conversa de Botas Batidas, ele me olhava todo dengoso, com a cabecinha ainda na caixa de som. Vai entender...

sábado, 18 de abril de 2009

Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E da ânsia de o conseguir!

Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.

Fernando Pessoa

 Françoise Hardy - Tous Les Garçons Et Les Filles

sábado, 7 de março de 2009

crazy knitter mode on.

fotos autoexplicativas serão adicionadas futuramente.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

not enough time

Como muitos de vocês já sabem eu trabalho em um Hospital público. Municipal, pra ser mais exata. Ao lado do Hospital Municipal existe o Velório Municipal, onde meu pai foi velado, há quase 17 anos atrás.
E aí que dia desses eu cheguei mais cedo no trabalho e, como eu precisava fazer um depósito, aproveitei o suave sol da manhã e fui caminhar. Tempo agradável, distância razoavelmente curta, em questão de 20 minutos eu já tinha acabado. Aí voltei olhando tudo e pensando na vida... quando chego lá, no tal Velório Municipal, vi umas crianças brincando com toda inocência do mundo enquanto alguns adultos choravam copiosamente. Lembrei-me então, claramente do dia 29/12/1991, e comecei a pensar em meu pai. Nos planos que ele sempre fazia pro futuro. Futuro esse que ele não viveu... Inevitável pensar no tempo, no viver hoje, sem pensar no amanhã. Aí, de repente, no meu player (deliciosamente no modo ramdon), começa "Not enough time" do INXS, banda do já falecido Michael Hutchence. Aí a minha mente voa para o Michael, as circunstâncias de sua morte. Era isso mesmo que ele queria? Quem quer se matar escolhe justamente um cinto para se enforcar??? Straaaange... nuvem negra paira above my head. Acaba INXS, soa um pililin, e o Chris Robinson sussura no meu ouvido "I've been down, cascading and blue without a soo-o-ound...". Me entrego. I'm a soul singing, ora pois! E o sol volta a brilhar.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

E eu tava vendo um Billy Wilder básico (Some like it hot - Quanto mais quente melhor), pra dar uma recarregada nas energias. Olhando Marilyn Monroe toda protagonista, linda, desejada, idolatrada e seguida, com aquele manequim 42, eu não podia deixar de pensar: "Por quê nós não estamos em 1959?"

Sem dúvida eu seria o grande hit.

midlife crisis

Eu passo o dia inteiro com textos completos e elaborados na minha cabeça, aí quando entro na página do blogger, total eclipse of the heart. Me travo. Sei lá.

Deixo então um vídeo foda, de uma banda (que jaz) foda.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Pretty Girls Don't Cry

E lá estava eu indo trabalhar. Sacudindo no ônibus lotado, atravessando a cidade, ouvindo musiquinha e fingindo que a vida é linda.
Aí começa a tocar Pretty Girls Don't Cry do Chris Isaak, onde no refrão, com todo aquele falsete clááássico, ele me diz (canta) que "pretty girls don't cry, they know exactly what they want" (garotas bonitas não choram, elas sabem exatamente o que querem).

E o dia já começou melancólico...