terça-feira, 28 de outubro de 2008

Pretty Girls Don't Cry

E lá estava eu indo trabalhar. Sacudindo no ônibus lotado, atravessando a cidade, ouvindo musiquinha e fingindo que a vida é linda.
Aí começa a tocar Pretty Girls Don't Cry do Chris Isaak, onde no refrão, com todo aquele falsete clááássico, ele me diz (canta) que "pretty girls don't cry, they know exactly what they want" (garotas bonitas não choram, elas sabem exatamente o que querem).

E o dia já começou melancólico...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Eu tenho preguiça das pessoas. De verdade. Não vou expirar aquele ar blasé e dizer que me acho muito melhor do que todas as outras pessoas burras com quem eu trabalho. embora, ok, eu seja um pouco mais inteligente que elas.

E aí que esses dias, eu estava observando a incrível capacidade de flerte indisfarçável das mulheres. Você já reparou como mulher dá muito mais na pinta quando tá paquerando do que o homem? Deve ser porque como o homem paquera todo e qualquer rabo de saia por simples força do hábito, fique difícil distinguir when he actually mean it. Enfim. Tem uma moça lá no meu trabalho que estava de flerte com um moço. Risinho pra lá, risinho pra cá, o moço pede pra ver uma lista que estava de posse dela. - Que lista, a lista de Schindler? - ela solta, com todo charme do mundo, rindo e balançando a perninha. Ele, um cara um pouco mais culto, e ciente da santa inguinorança, solta, cínico e irônico: - Você sabe ao menos o que é A Lista de Schindler? - no que ela, rápida e rasteira responde, ofendida, até: - Ai, ô! Claro que eu sei! É um filme!!

...

Ela realmente acha que A Lista de Schindler foi uma obra de pura ficção.
Obviamente ela nunca viu o cartaz do filme. E, aqui entre nós, tenho certeza de que nem mesmo o filme.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

quinta-feira, 25 de setembro de 2008



as my memory rests
but never forgets what I lost
wake me up when september ends

summer has come and passed
the innocent can never last
wake me up when september ends...


green day - Wake Me Up When September Ends

segunda-feira, 30 de junho de 2008

sábado, 24 de maio de 2008

a geléia que é uma pérola

Estava aqui vasculhando meu computador, limpando o HD, aquela coisa. De repente, me deparo com a pastinha com as músicas do show do Pearl Jam que eu fui (sim, EU FUI!), em 02/12/2005. Fiz questão de colocar na ordem exata das músicas. O som da galera gritando (eu no meio)... ainda era dia, me lembro bem, e, das cadeiras manga (onde eu estava), dava pra ver muita gente entrando na pista ainda, muitos entravam correndo, ajoelhavam e levantavam as mãos aos céus, agradecendo a graça alcançada.
Eu lembro que na van, indo pro show a gente fez uma votação sobre qual música deveria ser a primeira do show, pq a primeira em curitiba tinha sido calma, e queríamos some rock, e eu gritando desesperada: "tem que ser go. tem que ser go. ia ser muito lindo se fosse go."
Depois da dor de barriga, da ansiedade, de perder o começo do show do Mudhoney (eu tava naquele banheiro químico, ótemo), eles entram com.... GO! Quase infartei, e passei o resto do show num misto de emoção, cantoria desenfreada (coitado de quem estava perto), vendo flashes da minha vida passando enquanto eu tentava, com um binóculo, debaixo de chuva, enxergar o palco. Foi lindo. Foi O MELHOR show até hoje. By far. E olha que eu já fui em muitos shows que julgava ser mais fã. Como Alanis (show com um puta valor sentimental. Conheci o homem da minha vida, e só por isso já merece o devido crédito), como Maiden (Três shows. Vi o pé do Bruce da última vez. Emocionante.), como Jamie Cullum (uma das coisas mais minhas ever), como muitos outros. Mas o show do Pearl Jam foi como se visse minha vida inteira num flash, e todos aqueles momentos me levavam à este. E foi neste instante que eu soube: valeu a pena.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

ah, tá.

Está acontecendo o Festival de Cinema de Cannes, todo mundo sabe disso. Ou, pelo menos, todo mundo que, de alguma maneira, lê jornal, acessa sites de notícia e vê o noticiário da tv. Dentro do festival, além da competição e das estréias, rola também o Masterclass, que é tipo uma aula com algum figurão do cinema. A aula deste ano ficou com ninguém mais, ninguém menos, do que Quentin Tarantino.
Quem me conhece pelo menos um pouquinho, sabe o quanto sou fã do cara.

Como não pude comparecer, li sobre nos pouquíssimos sites que relataram a aula.

No final da aula, ele explica, para quem um dia quer ser diretor:

Faca o curso que quiser, leia os livros que quiser, veja os filmes que quiser. Mas não conheço exercício melhor para se tornar um cineasta do que arrumar um equipamento e tentar fazer um filme por conta própria.
Nunca entendi para que serve um curso de direção ou roteiro. Se você quer ser cineasta, recomendo um bom curso de interpretação. Nos exercícios em grupo, fique responsável pela cena, comece a agir como um diretor. É pelo ponto de vista do ator que a gente constrói o nosso cinema.

Preciso explicar por que o cara é um gênio?